Um lugar de reflexões, ficções, fixações, pós-verdades, e um bocado de imaginação. Desde agosto de 2008 como caderno de notas do doutorado, e depois disso passou a contar minha história vivida, este espaço guarda meus recuerdos pois não me desfaço das pessoas, nem de nossas histórias, seguimos caminhos distintos, mas a vida deixa rastros... Seguirei escrevendo novas histórias. Com liberdade e muito amor que é o que importa. Bem vindos!
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Ai, ai eu tenho pressa. Eu tenho pressa à bessa...
Por que que a gente tem tanta pressa? levei 40 anos para adquirir o corpo amplo que me pertence, queria levar 4 dias pra me desfazer de parte dele. IMPOSSÏVEL! Eu sei!
Então, resolvi malhar seg a sex, mínimo 1:30h, controlar a boca, alternar musculação e aeróbicos, braço e peito – perna e bunda, capoeira e abdômen 2 vezes por semana. Fora a Bike que é meu meio de transporte.
Por que nosso corpo reage tão lento? Porque o corpo tem memória, e fica louco quando decidimos tirar ele da inércia. "O que? Tão querendo queimar minhas energias? Oxi e como fica meu estoque? Peraê, deixa eu me garantir e guardar essa gordurinha aqui". NO começo ele só pensa em guardar, guardar, guardar e guardar... Avarento! Pirangueiro do caraleow. Eu me rasgando pra perder e ele se esforçando pra manter. Briga de foice! Não dá pra dar uma paulada pra perder a memória? Mané memória, tem coisas que é melhor a gente nem lembrar... Mas ele lembra... Santo Alzheimer, orai por mim, e dai outra coisa pra essa memória se ocupar.
Detalhe, a memória só vai começar a se acostumar com a nova rotina depois de 3 meses, é isso aí, 3 meses de sacrifício pra esse corpicho preguiçoso entender que não somos mais a mesma pessoa. Eu sou uma, ativa, cheia de disposição, enquanto ele ficou parado há 3 meses atrás... Acorda pra Jesus, tô malhando! Vamos reconhecer meu esforço né?
Pronto, isso tudo pra dizer que há 15 dias iniciei “a busca do elo perdido” procurando além de relaxar os neurônios (porque ninguém merece enlouquecer de ansiedade se dedicando exclusivamente a uma tese), bem estar físico, resistência e porque não um corpinho gostosinho. Gostosinho, porque “modela”, nunca fui, não quero ser, e tá longe do meu ideal de corpo: Amplo, pra ter mais lugar pra disfrutar.
Balanço destes 15 dias. Nem um grama perdido, ou melhor, eliminado. Ganhei uma cinturinha de -3cm. Baixei minha pressão 11/7, diminui as unidades de insulina em quase 1/3, durmo melhor, tenho dores em todos os músculos, joelho direito na base do gelo e muita vontade de continuar essa jornada mesopotâmica...
Espero ter disciplina pra isso. Nos vemos por aí.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Quarentenando! tá já chegando...
E os quarenta? Ah os quarenta!
O que dizer dos quarenta?
Digo logo, hoje sou melhor do que quando tinha 20. Passei por muitas coisas, fortes emoções, grandes perdas, muitos encontros, desencontros...
Quem chega aos 40 se dá conta de que a vida não é tão curta assim, não é curta mas passa depressa. Sempre disse que fazer quarenta era chegar no meio do caminho. Entendendo que devo viver até 80 e agora começa a contagem regressiva, cheguei no cume da parábola de 3 pontos, o que vier além dos 80 é acréscimo do “Juiz” e tá valendo.
Quem chega lá (ou aqui) sabe o que é perder, o que é vencer, o bom da vida. Aprende a perdoar, a ouvir, a ser tolerante. Já perdeu amores, traiu, foi traída(o), se não foi é porque ainda não te contaram, mas fica firme, tua hora chega. Perdeu a cabeça, tomou todas, fez de jaca pantufas, provou, aprovou, reprovou. Sofreu, fez sofrer. Envergonhou alguém, se envergonhou de alguém. Falou mal dos amigos, contou segredos. Deu uma na praia, no elevador, na escada de serviço, no carro em movimento etc...etc... Amou intensamente, odiou momentaneamente, se entregou a quem queria e a quem não devia.
Quem vive 40 tem muitas histórias, aventuras, dramas, comédias, tragédias, suspenses, musicais, experimentais, cine-ensaios... Escreve livros, planta árvores, faz filhos, filhos... melhor fazê-los! E ensiná-los como não se faz. Porque como faz seguramente eles aprendem sem sua ajuda.
O melhor de tudo isso é que nunca, mesmo aos 40, nos damos por satisfeitos, queremos viver mais, amar mais, aprender mais, viajar mais, beber mais, foder mais... Se o corpo não é o mesmo dos 20, alimente a alma, ela será a mesma pro resto da vida e se você fizer direito, ela será melhor... Ria, dê bom dia, beije muiiiiiittoooo, perdoe, ame. Agradeça, ensine, abrace, respeite. Escute, reflita, pondere, chore. Queira com todas as suas forças, faça com todas sua capacidade, realize. Viva.
Passei pela vida de muitos de vocês, agradeço por existirem e fazerem a minha vida mais feliz. Se você já passou dos 40 parabéns, você é um vencedor(a), se ainda não chegou lá lembre-se a vida é só essa, é agora, vai tratar de viver! E independente de sua idade se você não fez nem metade tá esperando o que? Vai contar o que pros seus filhos e netos? Que teve uma vidinha UÓ.
Só digo uma coisa: na minha vida quem mai tira onda é eu! Tá ligado!
A gente se vê Por aí.
domingo, 24 de abril de 2011
Quem sou? Não sei...
Foi fraqueza? foi falta de franqueza? Foi o que?
O que foi?
Foi vontade? Foi desejo? Safadeza? Foi o que?
O que foi?
Covardia...
Dizer a verdade na lata dói, sempre dói, pra quem fala e pra quem ouve, mas e quem não fala? Quem esconde, omite, uma hora a verdade vem à tona, sufocada quase morta, sofre? Sente culpa? Dói mais ou dói menos? “a primeira vez dói, por isso não se esqueça, dói.”
E eu faço o que?
Não me desfaço do que tenho em meu peito, não posso, não quero.
Não apago da memória meu passado, não dá...
Mas e a mágoa? Serei capaz de apagar? De voltar a acreditar?
Serei capaz de perdoar?
Cortei os cabelos, mudei-me de quarto, mordi os meus braços, me esbofeteei...
E agora, quem sou? Não sei...
Estou na vida, estou nela, acostumada com a luta, aprendendo a jogar...
Agora me resta, enxugar as lágrimas e recomeçar. Vou me buscar, mais uma vez, dentro de mim.
quarta-feira, 30 de março de 2011
A saga por um espermograma e a Playboy da “mulher operada”
A pessoa acorda cedo, sai de casa nas carreiras pra ir ao laboratório fazer um espermograma que já deveria ter sido feito há meses. O laboratório, é longe, difícil de estacionar, decide ir de busão.
Normalmente levaria uns 50 minutos até chegar lá. Não tem erro, fica do lado do Hospital da Restauração. Pessoa prevenida pensa: será que vão me meter num quartinho com o potinho e querer que, né! Sei lá! Sem estímulo? Tenso.
Melhor descer na Boa Vista comprar uma revistinha pra ajudar na concentração. Era cedo... muito cedo... bancas de revistas fechadas. Anda toda a Boa Vista procurando uma banca aberta, encontra, a última, quase no Derby. Lá pergunta onde tem um “Merpe” Indicam no lado da Restauração, o bicho vai pro lado errado já quase na Real da Torre encontra um, só que lá não coleta, tem que ser na Agamenon. Volta tudo embaixo de sol quente. Chegando lá pega a ficha 70 o atendimento está no 40. Espera 30 fichas, e quando chega sua vez descobre que lá também não coleta. Sur- pre- sa! É em outra unidade.
Pessoa de jejum, debaixo de um sol de lascar o quengo continua a saga. Chegando no destino resolve se informar antes de esperar. É lá. Pega ficha 92, atendimento está na 70. Espera. Finalmente quando é chamado e levado pro quartinho descobre que foi bom ter sido previdente, não tinha nada pra facilitar a... Como direi... o... sei lá... Jogo de dados. Mas felizmente pessoa tinha sido previdente, tinha uma Playboy e pra sua SURPRESAAAAAAA! Na playboy só tinha fotos da “mulher operada” (ex-homem, ex-travesti, transexual, e finalmente, Mulher...) Foi a pior brochada de todos os tempos... fechou a revista e se concentrou na própria mão...
Essa é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes ou fatos reais, é mera coincidência. Por que né, eu sou uma pessoa bos e não queimo o filme de ninguém. Bêj
Nos vemos por aí.
terça-feira, 15 de março de 2011
De volta, em meio a livros, pimentas, tomates, salsinhas etc
Estou de volta, não sei bem por quanto tempo, mas quando sentir necessidade estarei aqui.
Por determinação do meu tutor e dos avaliadores da minha banca, esse blog volta a ser pessoal. Não acham prudente eu ficar divulgando meu trabalho antes da defesa final, afinal a humanidade está aí para se apoderar do nosso trabalho, nossas idéias, nossas fontes, e por ai vai. Portanto de agora em diante ele volta a ser o que sempre foi, mais um blog, possivelmente pouco acessado, mas seguramente querido pelos poucos seguidores. Isso tudo pra dizer que voltei.
Aconteceu de tudo na minha vida nesses últimos 3 anos, quem acompanha sabe. Eu também mudei muito, incrivelmente, isso é sério as vezes acho que não sou eu, mas sou. Não foi fácil, levei muita porrada da vida e ela bate sem pena em quem se atreve. E se tem uma coisa que eu sempre fiz foi me atrever, ponto.
Definitivamente não estou aqui de passagem, mas tive que aprender a lidar com as intempéries no decorrer do período, que ainda não acabou, ainda me falta um ano.
Aprendi a ser menos consumista, a não levar sacolas plásticas pra casa, a separar o lixo seco do orgânico, o que dá um trabalho do carai e no fim vai tudo pro mesmo destino, o caminhão que mistura tudo e seu trabalho foi por água a baixo, disso eu abri mão, no máximo separo as pets, porque vem uma cooperativa buscar. Tenho créditos de carbono, se alguém tiver interessado, estou vendendo. Para meus momentos de reflexão decidi fazer um jardim na minha varanda, nunca achei que poderia menos ainda que teria paciência para isso, mas o fato é que achei ótimo, lindo, é tão bom que agora tenho jardim e horta, o problema é que elas crescem e não tem mais espaço pra multiplicar as mudinhas. As mudas são realmente “mudas”, se são surdas eu não sei, mas costumo falar com elas, são ótimas companheiras e ajudam a controlar a ansiedade, o estresse, e melhoram o humor. Meu marido outro dia disse que nunca mais eu bati portas. E olhe que as portas daqui de casa sofriam barbaridade com minhas alterações de humor.
A horta também me trouxe um problema: Embuás, piolho de cobra, ou seja lá como se chame, tá infestada é uma praga, fazer o que? Google responde. Não tem veneno pra essa praga, das duas uma, ou você cata, que nem piolho, ou você cria seu predador natural: Galinhas. Agora fudeu, transformei a varanda numa selva e vou transformar a casa num galinheiro? A terceira opção seria acabar com as plantinhas mas isso está fora de questão. Sim as galinhas também estão fora de cogitação. Logo, vou virar catadora de piolhos de cobra. Num é lindo? Puro glamour.
Tá bom, vou mês despedindo por aqui que tenho muito o que fazer, a bibliografia está quase toda lida e decupada, só me falta inspiração pra retomar a escrita. De uma coisa eu tenho certeza, essa tese vai ser o grande trabalho da minha vida, minha melhor produção, depois do meu filho, claro.
Então é isso, ficamos por aqui. Nos vemos por aí.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Em tese, uma tese é uma tese. Tradução de Mário Prata da atual fase da minha vida.

Uma tese é uma tese
MARIO PRATA
Quarta-feira, 7 de outubro de 1998 CADERNO 2
Sabe tese, de faculdade? Aquela que defendem? Com unhas e dentes? É dessa tese que eu estou falando. Você deve conhecer pelo menos uma pessoa que já defendeu uma tese. Ou esteja defendendo. Sim, uma tese é defendida. Ela é feita para ser atacada pela banca, que são aquelas pessoas que gostam de botar banca.
As teses são todas maravilhosas. Em tese. Você acompanha uma pessoa meses, anos, séculos, defendendo uma tese. Palpitantes assuntos. Tem tese que não acaba nunca, que acompanha o elemento para a velhice. Tem até teses pós-morte.
O mais interessante na tese é que, quando nos contam, são maravilhosas, intrigantes. A gente fica curiosa, acompanha o sofrimento do autor, anos a fio. Aí ele publica, te dá uma cópia e é sempre - sempre - uma decepção. Em tese. Impossível ler uma tese de cabo a rabo.
São chatíssimas. É uma pena que as teses sejam escritas apenas para o julgamento da banca circunspecta, sisuda e compenetrada em si mesma. E nós?
Sim, porque os assuntos, já disse, são maravilhosos, cativantes, as pessoas são inteligentíssimas. Temas do arco-da-velha. Mas toda tese fica no rodapé da história. Pra que tanto sic e tanto apud? Sic me lembra o Pasquim e apud não parece candidato do PFL para vereador? Apud Neto.
Escrever uma tese é quase um voto de pobreza que a pessoa se autodecreta. O mundo pára, o dinheiro entra apertado, os filhos são abandonados, o marido que se vire. Estou acabando a tese. Essa frase significa que a pessoa vai sair do mundo. Não por alguns dias, mas anos. Tem gente que nunca mais volta.
E, depois de terminada a tese, tem a revisão da tese, depois tem a defesa da tese. E, depois da defesa, tem a publicação. E, é claro, intelectual que se preze, logo em seguida embarca noutra tese. São os profissionais, em tese. O pior é quando convidam a gente para assistir à defesa. Meu Deus, que sono. Não em tese, na prática mesmo.
Orientados e orientandos (que nomes atuais!) são unânimes em afirmar que toda tese tem de ser - tem de ser! - daquele jeito. É pra não entender, mesmo. Tem de ser formatada assim. Que na Sorbonne é assim, que em Coimbra também. Na Sorbonne, desde 1257. Em Coimbra, mais moderna, desde 1290. Em tese (e na prática) são 700 anos de muita tese e pouca prática.
Acho que, nas teses, tinha de ter uma norma em que, além da tese, o elemento teria de fazer também uma tesão (tese grande). Ou seja, uma versão para nós, pobres teóricos ignorantes que não votamos no Apud Neto.
Ou seja, o elemento (ou a elementa) passa a vida a estudar um assunto que nos interessa e nada. Pra quê? Pra virar mestre, doutor? E daí? Se ele estudou tanto aquilo, acho impossível que ele não queira que a gente saiba a que conclusões chegou. Mas jamais saberemos onde fica o bicho da goiaba quando não é tempo de goiaba. No bolso do Apud Neto?
Tem gente que vai para os Estados Unidos, para a Europa, para terminar a tese. Vão lá nas fontes. Descobrem maravilhas. E a gente não fica sabendo de nada. Só aqueles sisudos da banca. E o cara dá logo um dez com louvor. Louvor para quem? Que exaltação, que encômio é isso?
E tem mais: as bolsas para os que defendem as teses são uma pobreza. Tem viagens, compra de livros caros, horas na Internet da vida, separações, pensão para os filhos que a mulher levou embora. É, defender uma tese é mesmo um voto de pobreza, já diria São Francisco de Assis. Em tese.
Tenho um casal de amigos que há uns dez anos prepara suas teses. Cada um, uma. Dia desses a filha, de 10 anos, no café da manhã, ameaçou:
- Não vou mais estudar! Não vou mais na escola.
Os dois pararam - momentaneamente - de pensar nas teses.
- O quê? Pirou?
- Quero estudar mais, não. Olha vocês dois. Não fazem mais nada na vida. É só a tese, a tese, a tese. Não pode comprar bicicleta por causa da tese. A gente não pode ir para a praia por causa da tese. Tudo é pra quando acabar a tese. Até trocar o pano do sofá. Se eu estudar vou acabar numa tese. Quero estudar mais, não. Não me deixam nem mexer mais no computador. Vocês acham mesmo que eu vou deletar a tese de vocês?
Pensando bem, até que não é uma má idéia!
Quando é que alguém vai ter a prática idéia de escrever uma tese sobre a tese? Ou uma outra sobre a vida nos rodapés da história?
Acho que seria uma tesão.
Copyright 1998 - O Estado de S. Paulo
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Resumo da ópera. Barcelona 2010
Fui lá, matei a cobra e mostrei o pau… Mostrei??? Sei lá.
Voltei a Barcelona para concluir a fase de qualificação do doutorado, lá passei por dois tribunais,o primeiro deles com apresentação do trabalho de investigação realizado nesse ano e meio que passei no Recife, metida nas periferias, freqüentando os bailes de Brega, conhecendo os personagens que fazem parte do movimento, artistas e consumidores, suas práticas produtivas, suas duras rotinas e o prazer e a dignidade com a qual realizam seu trabalho. Para mim foi surpreendente e engrandecedor conhecê-los. Resultado da pesquisa? Nota máxima: Excelente!
O segundo tribunal foi a defesa do projeto de tese e as possibilidades de acabar o trabalho de maneira satisfatória no prazo por mim estipulado, avaliando meu potencial investigador e a coerência de ideias, propostas e fundamentação teórica sobre o tema. Esse foi mais foda, eles agiram como advogados do diabo, são pessoas que eu não conhecia, não conheciam meu tema, e castigaram nas questões, foram extremamente duros, mas coerentes, me abriram os olhos para a imensidão de abordagem que o objeto de estudo me permite, e que eu deveria delimitá-lo melhor sobre pena de não conseguir fazer um bom trabalho com um tema tão vivo e instigante. E é o que pretendo fazer nesses próximos meses de trabalho definir o foco e reiniciar os trabalhos.
Em Barcelona tive novamente a oportunidade de reencontrar amigos, e conhecer gente nova. Morar fora é sempre uma aventura e nos proporciona surpresas boas e não tão boas. Vivi com gente maravilhosa em todas as minhas idas e vindas. Senti saudades, sofri, mas vivi experiências únicas.
Barcelona é uma cidade que te proporciona a embriaguez constante, tem sempre alguém disposto a sair e tomar todas contigo, e quando fazes muitos amigos, oportunidade para isso não falta. Bebi, bebi muuuuuuuitooo. E foi bom... Exorcizei todos meus demônios voltei pra casa leve como um passarinho. Estar entre amigos é sempre gratificante, estamos sempre aprendendo com cada um deles e descobrindo a riqueza de alma dos seres humanos, ainda podemos confiar neles. Sentirei falta...
A surpresa ruim ficou por conta do roubo/perda??? Do meu passaporte, que só dei conta há horas do meu vôo, foi horrível, uma aventura digna de um “peliculón” candidata a Oscar de melhor roteiro.
Gente como eu não sai impune desta vida né.
Sempre ha de acontecer algo. Pois senta que lá vem a história:
Aprontando as malas no corredor para esperar o taxi que me levaria ao aeroporto, vou pegar a pasta com meus documentos, cadê??? Passaporte, identidade, carteira do consulado, matrícula da Universidade, cartão de crédito sem crédito...
Fiquei louca, abri as malas mesmo sabendo que não estavam lá, eu não tinha guardado a porra. Mas por desencargo de consciência abri! Nada... Fui tentando lembrar a última vez que saí com a pasta. Fui a Uni na quarta me matriculei, levava a pasta.
Fui no Hospital na seqüência buscar as receitas da insulina, estava com ela. Fui na farmácia comprar a insulina... Pronto, perdi! deve ter ficado na farmácia, ligamos pra lá disseram que lá não estava, pensei: Vai que liguei pra farmácia errada?
Peguei o metrô para ir no hospital e na farmácia ver se deixei por lá. NADA!
Desespero do carai. O cara da farmácia ouviu a conversa e disse se ficou lá alguém levou antes deles encontrarem, mas corra na comissaria faça uma denuncia de roubo e eles vão dizer o q vc tem que fazer.
Fui na Calle Marina, sai correndo feito uma doida, e a porra não chegava nunca. Peguei um taxi o motorista me deixou num posto policial, lugar errado, há oito quadras da comissaria, não aguentava mais correr. Outro taxi. Fiz a denuncia e me deram endereço do consulado Av. Diagonal 246. Chego no consulado as 11:15h vôo as 12:45. Explico que me roubaram o todos os documentos e não tenho como voltar e meu vôo sai em hora e meia, furei a fila de 12 pessoas. Todos querendo me matar, só não me chamaram de arroz doce. Meia hora no consulado, o cônsul assinou um “permiso de regreso a Brasil” que permite viajar sem documentos, mas fico retida na Polícia Federal aqui pra explicar tudo. Em resumo cheguei no aeroporto 15min pro vôo, fiz check in, corri com mochila, computador, câmera pelas escadas rolantes, levava um copo de salada de fruta na bolsa pra comer, cai na escada foi uva pra todos os lados. No fim de tudo o vôo atrasou hora e meia pq Obama estava no céu de Lisboa e não podíamos decolar. Isso é só resumo.
O que interessa é que cheguei em casa com a missão cumprida com excelência. Estamos todos bem, e rindo da situação. Vou escrever um roteiro e ganhar um Oscar...
Voltei a Barcelona para concluir a fase de qualificação do doutorado, lá passei por dois tribunais,o primeiro deles com apresentação do trabalho de investigação realizado nesse ano e meio que passei no Recife, metida nas periferias, freqüentando os bailes de Brega, conhecendo os personagens que fazem parte do movimento, artistas e consumidores, suas práticas produtivas, suas duras rotinas e o prazer e a dignidade com a qual realizam seu trabalho. Para mim foi surpreendente e engrandecedor conhecê-los. Resultado da pesquisa? Nota máxima: Excelente!
O segundo tribunal foi a defesa do projeto de tese e as possibilidades de acabar o trabalho de maneira satisfatória no prazo por mim estipulado, avaliando meu potencial investigador e a coerência de ideias, propostas e fundamentação teórica sobre o tema. Esse foi mais foda, eles agiram como advogados do diabo, são pessoas que eu não conhecia, não conheciam meu tema, e castigaram nas questões, foram extremamente duros, mas coerentes, me abriram os olhos para a imensidão de abordagem que o objeto de estudo me permite, e que eu deveria delimitá-lo melhor sobre pena de não conseguir fazer um bom trabalho com um tema tão vivo e instigante. E é o que pretendo fazer nesses próximos meses de trabalho definir o foco e reiniciar os trabalhos.
Em Barcelona tive novamente a oportunidade de reencontrar amigos, e conhecer gente nova. Morar fora é sempre uma aventura e nos proporciona surpresas boas e não tão boas. Vivi com gente maravilhosa em todas as minhas idas e vindas. Senti saudades, sofri, mas vivi experiências únicas.
Barcelona é uma cidade que te proporciona a embriaguez constante, tem sempre alguém disposto a sair e tomar todas contigo, e quando fazes muitos amigos, oportunidade para isso não falta. Bebi, bebi muuuuuuuitooo. E foi bom... Exorcizei todos meus demônios voltei pra casa leve como um passarinho. Estar entre amigos é sempre gratificante, estamos sempre aprendendo com cada um deles e descobrindo a riqueza de alma dos seres humanos, ainda podemos confiar neles. Sentirei falta...
A surpresa ruim ficou por conta do roubo/perda??? Do meu passaporte, que só dei conta há horas do meu vôo, foi horrível, uma aventura digna de um “peliculón” candidata a Oscar de melhor roteiro.
Gente como eu não sai impune desta vida né.
Sempre ha de acontecer algo. Pois senta que lá vem a história:
Aprontando as malas no corredor para esperar o taxi que me levaria ao aeroporto, vou pegar a pasta com meus documentos, cadê??? Passaporte, identidade, carteira do consulado, matrícula da Universidade, cartão de crédito sem crédito...
Fiquei louca, abri as malas mesmo sabendo que não estavam lá, eu não tinha guardado a porra. Mas por desencargo de consciência abri! Nada... Fui tentando lembrar a última vez que saí com a pasta. Fui a Uni na quarta me matriculei, levava a pasta.
Fui no Hospital na seqüência buscar as receitas da insulina, estava com ela. Fui na farmácia comprar a insulina... Pronto, perdi! deve ter ficado na farmácia, ligamos pra lá disseram que lá não estava, pensei: Vai que liguei pra farmácia errada?
Peguei o metrô para ir no hospital e na farmácia ver se deixei por lá. NADA!
Desespero do carai. O cara da farmácia ouviu a conversa e disse se ficou lá alguém levou antes deles encontrarem, mas corra na comissaria faça uma denuncia de roubo e eles vão dizer o q vc tem que fazer.
Fui na Calle Marina, sai correndo feito uma doida, e a porra não chegava nunca. Peguei um taxi o motorista me deixou num posto policial, lugar errado, há oito quadras da comissaria, não aguentava mais correr. Outro taxi. Fiz a denuncia e me deram endereço do consulado Av. Diagonal 246. Chego no consulado as 11:15h vôo as 12:45. Explico que me roubaram o todos os documentos e não tenho como voltar e meu vôo sai em hora e meia, furei a fila de 12 pessoas. Todos querendo me matar, só não me chamaram de arroz doce. Meia hora no consulado, o cônsul assinou um “permiso de regreso a Brasil” que permite viajar sem documentos, mas fico retida na Polícia Federal aqui pra explicar tudo. Em resumo cheguei no aeroporto 15min pro vôo, fiz check in, corri com mochila, computador, câmera pelas escadas rolantes, levava um copo de salada de fruta na bolsa pra comer, cai na escada foi uva pra todos os lados. No fim de tudo o vôo atrasou hora e meia pq Obama estava no céu de Lisboa e não podíamos decolar. Isso é só resumo.
O que interessa é que cheguei em casa com a missão cumprida com excelência. Estamos todos bem, e rindo da situação. Vou escrever um roteiro e ganhar um Oscar...
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