segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Síndrome de abstinência

Voltei a Barcelona para defender meu trabalho de pesquisa e fazer a qualificação do doutorado. Estou novamente vivendo em Badal, bairro onde vivi a primeira vez que vim.

Estaria tudo indo de maravilha se não fosse dois motivos: Falta de internet e falta de sexo(uff) A internet tivemos que contratar outra pois a que havia no piso a fulana titular da conta deixou uma dívida de mais de 200 euros. Por questões econômicas fomas para a empresa mais barata, nos prometeu instalar em 2 dias, no oitavo dia ligamos para reclamar e disseram que nunca seria em 2, no máximo 15, que se completa hj, ainda assim disseram que não intalarem em 30 dias nos dão o primeiro mês grátis. Dá pra acreditar?

Sobrevivo nos locutórios do paquistaneses. privacidade zero, fora a questão do fuso, quando posso falar com minha casa o locus já estão fechados.

Já a questão do sexo sei que o primeiro mês é o mais crítico, depois você se acostuma, mas quando você não consegue nem falar nem ver a pessoa, fica ainda mais difícil. Assim que o que me restae realmete esperar. PASSA!

Quanto ao trabalho por onde passou está sendo bem recebido, as pessoas gostam do tema, da abordagem, do texto. Ah o texto... como custa escrever e corrigir... MAs tudo está valendo a pena.

Qunado tiver novidades do tribunal passo por aqui para dar notícias. E assim que tiver internet postarei com mais frequencia.

Agora vou sair, Por aí

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Como destruir uma pesquisa de doutorado em 5 lições...



Fazer um doutorado é uma aventura das mais radicais a que o ser humano pode se dedicar, até por que não é adrenalina instantânea, que dá e passa, são quatro anos de adrenalina na veia, ansiedade em níveis sobrehumanos, estresses memoráveis, momentos de depressão profunda, vontade de matar e/ou morrer, sair correndo, gritando: _Que é? quer apanhar??? Não existe esporte radical que supere essa tensão.


Então vamos às lições de como não destruir sua pesquisa durante esse período (vale salientar que estou indo pro terceiro ano e ainda tenho tempo de descobrir novas possibilidades de botar tudo a perder)

Lição número 1 - Nunca, nunca, mas nunca mesmo, nem em questão de vida ou morte empreste seu equipamento de trabalho (notebook, PC, cÂmeras, pendrives, HDs e o que mais a tecnologia lhe proporcionar e seu bolso puder pagar) Eu emprestei meu notebook e ele foi pro espaço, não prestou para nada mais. PERDA TOTAL! Ainda bem que existe uma coisa chamada "back up", que acabou por salvar as informações da pesquisa.

Lição número 2 _ Back Up! Faça uma milhão deles, sempre, não confie nunca em um só. Cuidado com HDs Externos, alguns são uma bomba relógio, um dia de chuva, uma queda de energia, e PUF! vão pro espaço, e recuperar dados custa uma nota. Dinheiro que não tive, perdi 460 gigas de imagens, entrevistas, shows e uma infinidade de material pro documentário que pretendo fazer depois com a pesquisa. Ainda bem que havia transcrito as entrevistas, assim que não perdi conteúdo para a tese, mas as imagens, essas não tive fundos para recuperá-las.

Lição número 3 - Funcionamento da máquina, compatibilidade de programas e aplicativos. Comecei trabalhando no meu notebook, um Positivo safadinho, mas útil e único, depois que quebrou, e eu quase me mato, fui pro PC do meu filho, tudo compatível indo mil maravilhas até que pegou uma porra de um vírus dos infernos e foi pro espaço junto com o Positivo, se é que tem algo de positivo nisso. Fui pro Mac do meu marido, tive que aprender a lidar com esse bicho, ADOREIIII! mas não tinha aplicativos do office pra trabalhar gráficos. Baixamos, funcionou bem até duas semanas atrás, quando depois de um atualização do software corrompeu o aplicativo de gráficos e não posso mais acessá-los nem para fazer correções nos dados. FUDEU!!! Cupim de computador... Tentamos de tudo, não deu jeito, tomamos vergonha na cara e consertamos o PC do meu filho que há 4 longos meses estava no estaleiro. Funcionando perfeitamente me permitindo escrever para vcs e terminar minha tesina que tá já no final... Falta pouquinho, pouquinho...

Lição número 4 - Não deixe que o estresse tome conta de você, não se atreva a mal tratar as pessoas que te ajudam a passar por tudo isso, eles não merecem. Estão junto com você passando por tudo isso e de verdade não teriam nada com o pato, mas é imposssível deixá-los de fora. Um doutorado mexe com a família inteiro, ascendentes, descendentes até a sétima geração. Pior ainda se você não tem bolsa como é meu caso. Deixar de trabalhar e se sustentar, depender financeiramente de outras pessoas pesa. Mas quando essas pessoas acreditam em você, retribua, mostre pra elas que você as ama, que precisa delas por perto, mesmo que as vezes as queira matar. Beije muito e agradeça por elas proporcionarem esse momento para você. Um doutorado é para o resto da vida.

Lição número 5 - Se não tiver bolsa, nem ninguém que te ame tanto ao ponto de te sustentar todo esse período, apostando na sua capacidade, na sua força, no seu futuro. DESISTA!!! Não se faz um doutorado só com vontade, tem que ter dinheiro para sobreviver sem trabalhar, comprar livros, consertar computador, tem que ter condições técnicas, condições psicológicas pra aguentar pressão, condições intelectuais de levar uma pesquisa em frente, tem que ter CUNHÃO pra aguentar um monte de gente achando que neguinho é vagaba, passa o dia em casa, sentado na frente do computador... FAZENDO NADA!?!?!? Éhhhh porque você vai ouvir sempre alguém dizendo isso.


É isso! Vou ficando por aqui, seguindo os próximos passos. A gente se ver Por aí

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Imagens Show gravação DVD Kitara (Fotos: Orkut Kitara)

Algumas imagens das andanças para investigação de doutorado. Banda Kitara, Show gravação 1º DVD, Clube Portugês. Julho/2010.







terça-feira, 20 de julho de 2010

Devendo satisfações


Estive ausente, muito trabalho, muitos acontecimentos, muitos obstáculos, muito estresse.

Vou logo avisando: quem pretende fazer doutorado e não tem nem pra margarina, arrume quem banque, ou é trabalho perdido. Tentei uma bolsa pela CAPES, fui aprovada em todas as instâncias e logo na entrevista alegaram que fui deficitária em explicar o porque do doutorado ser feito fora do país, aí eu lhe digo, se me aprovaram lá, se tiveram interesse pelo meu tema lá, se aqui enfrento resistência por ser um tema de segunda categoria... por que o faria aqui??? O que senti foi preconceito quanto ao objeto, o Brega, mas nem sequer se aprofundaram na aboradagem que seria dado ao mesmo. Pois o que estudo hoje é um movimento vivo, que transita entre o apogeu e o ostracismo nos meios de comunicação. Que usos essas pessoas fazem das ferramentas audiovisuais y das novas tecnologias nos contextos populares da produção e consumo do Brega nas periferias de Recife. Qual o papel dos meios, da internet, das lan-hauses, dos sites de relacionamento e dos sites de compartilhamento. Qual o papel da pirataria nas suas rotinas produtivas? Ao que parece isso não interessa a academia... Essa é a hora de estudar esse fenômeno, crescente e vivo nas peroferias do mundo inteiro.

Dei um tempo também nas gravações para o documentário, acabou a grana, estou sem HD sem espaço no computador, nem na câmera... Glauber, hoje é dificil fazer cinema com câmera na mão e idéia na cabeça, existe uma coisa chamada HD que quando dá pau, leva todo seu trabalho pro quintos dos infernos. Já perdi 360 giga de imagens, a sorte é que os depoimentos estavam transcritos, o que salvou meu trabalho escrito.

Estou sem tempo para postar mais, tenho imagens ótimas, minha pesquisa está muito rica, estou acabando de escrever a primeira parte, a investigação quantitativa, que vai ser avaliada em Novembro, quando faço a qualificação, Leitura da tesina e tribunal de suficiencia investigadora.

Devo confessar que tudo influe nessa hora, família embaixo dágua com as enchentes, resultado da bolsa que não saia nunca, e quando sai acaba de fuder, troca de medicação para controlar diabetes, insulinas novas, tratamento novo, glicose nas alturas, pressão nas alturas 18/12, a beira de um ataque de nervos, RIVOTRIL.... Pra salvar a vida de uma ansiosa. Mas já estou melhor e vou tentar postar mais vezes.
Nos vemos Por aí...
Por aqui!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Em Brasília... Lugarzinho UÓ!!!


As coisas estão começando a mudar. Cada coisa a seu tempo, um passinho de cada vez, daquele jeito que me deixa louca, estressada, ansiosa e o carai de asa.

Semana cheia, estouem Brasília para entrevista da CAPES de bolsa doutoral. Acabo de descobrir que faço parte de uma elite intelectual no nosso país e dovo estar feliz mesmo que não sai bolsa pra mim. Tá, mas eu só quero a bolsa, não me interessa fazer parte dessa elite se eu não tiver dinheiro pra comer e continuar pagando meus estudos.

Só falta dizer que Brasília é UÓ, não dá pra sair por ai pernando, vendo coisas e tirando, é um dominó mexido numa superfície imensa. TUDO Ë LONGE PRA CARALEOW. Ainda n4ao consegui ver nada, e de verdade nem me interessa... se der amanhã faço um tour, se for barato, pq se for caro nem isso. Compro um postal, ou baixo foto da internet como essa que tem aqui.

A entrevista é amanhã, quarta 26/05 9:30 da manhã, corrente de pensamentos positivos.
Outra novidade é que final mente saiu minha primeira publicação internacional, eu tenho um livro! tudo bem, sem exagero, eu tenho um artigo en um livro, mas isso é bom de mais da conta.

Estou super feliz, obrigada aos meus amigos e aos meus amores que estão sempre por aqui torcendo por mim enquanto eu sigo Por aí...

Bjs.